quinta-feira, 14 de abril de 2011

Com você falava de amor, brincava de amor, vivia de amor. Não havia espaço para solidão. Mesmo que assim eu pensasse ser, dizer, sofrer. O amor era amor, e só. Eu queria mais e mais. Já não bastava sentir, eu queria ser. E antes de ser, quis que fossem. E você, no seu tempo, não poderia.

E eu querendo mais, fui além, não por amor, mas por mim. Busquei fora o que estava dentro e longe o que estava perto. E numa busca incessante de não parecer ter fim, chorei, sofri, conheci o fundo do poço que tanto dizem, que tanto temem, mas o amor, que não mais pensava existir, acendeu uma luz pequenina para que eu subisse, para que eu não desistisse. E eu não desisti.

Mais uma vez fui além. Dessa vez, não fui por mim, fui por amor. Descobri no tempo perdido o valor. O valor que o amor tem na minha vida. E hoje, muito mais que ter amor, eu sou amor.

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